A maioria das
evoluções científicas é impulsionada pelo consumidor. O povo quer, o cientista
descobre como fazer e os engenheiros projetam para uso. Alguns desses avanços tecnológicos
e científicos – como os computadores e celulares touchscreen – são desejados graças a filmes de ficção científica.
Quem assistiu Minority Report, provavelmente,
pensou que nunca iria ampliar imagens tocando numa tela de computador. Hoje
temos essa tecnologia em dispositivos bem menores do que a tela gigante do
filme. Dentre essas tecnologias, existe uma que arranca os cabelos até dos
maiores físicos da atualidade por causa da sua complexidade técnica e
cognitiva. Será que é possível viajar no tempo?
| Imagem retirada do site http://lazytechguys.com |
Poucos anos
depois de Einstein publicar a teoria da
relatividade geral, foi descoberto que o universo estava em expansão e que,
portanto, toda a massa e energia estiveram concentradas em um ponto no passado.
Ainda não comprovada, mas já aceita graças às suas belas previsões, a teoria do big bang (atualizada para teoria da expansão inflacionária) previa
que singularidades poderiam se formar em qualquer ponto do universo. Singularidades
são situações onde um corpo adquire uma densidade muito elevada e produz uma
curva acentuadíssima no tecido do espaço-tempo
- o meio de 4 dimensões (três espaciais e uma temporal) que permeia todo o
universo e permite que a força gravitacional se propague – impedindo que
qualquer coisa fuja da sua atração. São os chamados buracos negros.
| Deformação no espaço-tempo gerada pela alta densidade de matéria. Imagem retirada do site http://veja0.abrilm.com.br |
Quando fazemos
cálculos com situações extremas, como os buracos negros, notamos que o tempo é
uma variável muito importante e complexa. Inúmeros físicos acreditam na
possibilidade da viagem no tempo, outros não. Isso seria (teoricamente)
possível caso conseguíssemos andar para trás na dimensão temporal. Mas creio
que o leitor se lembre do paradoxo abordado no filme De volta para o futuro: Se eu viajar para o passado e matar a minha
mãe, eu não deveria continuar vivo, logo não poderia ter ido para o passado,
pois nunca teria nascido; o filme não mostra exatamente essa situação, mas algo
parecido.
Parece ser
realmente impossível viajar no tempo. Mas, filosofando um pouco, imaginemos que
o homem possa ir para o passado e ver que alguns mistérios da história do
planeta Terra tenham certa relação com essa tecnologia. Como assim? Eu explico.
Muitos já
devem ter ouvido as lendas de Atlântida,
a civilização perdida. Muitos historiadores dedicam boa parte de seu tempo
atrás de evidências da existência dessas terras. Uma lenda criada dizia que a
civilização tinha a fonte da juventude, o que levaria pessoas a viverem longos
anos, situação não esperada há tanto tempo atrás. Mas, ultimamente, a medicina
vem afirmando que as gerações de 2000 em diante já podem viver aproximadamente
150 anos. Agora é só juntar as duas possibilidades. Daqui a 10 ou 20 décadas,
qual será a nossa perspectiva de vida?
Imagine que
alcancemos a capacidade de viver mais de 200 anos e criemos tecnologia para
viajar no tempo. Voltando aproximadamente 12 mil anos, encontraríamos terras
virgens no nosso planeta e poderíamos fundar uma sociedade perfeita, com
tecnologia de ponta e alta capacidade de desenvolvimento. Essa sociedade é
chocante perto das outras que mal desenvolveram suas primeiras formas de
comunicação e tem expectativa de vida em torno dos quarenta anos ou menos. As
civilizações mais atrasadas não interagem com esses ETs, afinal, o que poderiam
conseguir se não possuem veículos para se locomover a grandes distâncias,
linguagem para se comunicar e nem armas para atacar?
Eu,
particularmente, não acredito na possibilidade de se viajar no tempo, mas há
grupos de cientistas trabalhando fortemente em cálculos com esse objetivo. Não
sabemos se é possível, mas esse assunto especulativo vem gerando,
paralelamente, conhecimentos profundos sobre o universo em que vivemos. É
comum, na ciência, encontrarmos respostas para problemas que não estamos
pesquisando. Então, o que será que vem por aí?
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