segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Sobre viagem no tempo



A maioria das evoluções científicas é impulsionada pelo consumidor. O povo quer, o cientista descobre como fazer e os engenheiros projetam para uso. Alguns desses avanços tecnológicos e científicos – como os computadores e celulares touchscreen – são desejados graças a filmes de ficção científica. Quem assistiu Minority Report, provavelmente, pensou que nunca iria ampliar imagens tocando numa tela de computador. Hoje temos essa tecnologia em dispositivos bem menores do que a tela gigante do filme. Dentre essas tecnologias, existe uma que arranca os cabelos até dos maiores físicos da atualidade por causa da sua complexidade técnica e cognitiva. Será que é possível viajar no tempo?



Imagem retirada do site http://lazytechguys.com




Poucos anos depois de Einstein publicar a teoria da relatividade geral, foi descoberto que o universo estava em expansão e que, portanto, toda a massa e energia estiveram concentradas em um ponto no passado. Ainda não comprovada, mas já aceita graças às suas belas previsões, a teoria do big bang (atualizada para teoria da expansão inflacionária) previa que singularidades poderiam se formar em qualquer ponto do universo. Singularidades são situações onde um corpo adquire uma densidade muito elevada e produz uma curva acentuadíssima no tecido do espaço-tempo - o meio de 4 dimensões (três espaciais e uma temporal) que permeia todo o universo e permite que a força gravitacional se propague – impedindo que qualquer coisa fuja da sua atração. São os chamados buracos negros.



Deformação no espaço-tempo gerada pela alta densidade de matéria. Imagem retirada do site http://veja0.abrilm.com.br




Quando fazemos cálculos com situações extremas, como os buracos negros, notamos que o tempo é uma variável muito importante e complexa. Inúmeros físicos acreditam na possibilidade da viagem no tempo, outros não. Isso seria (teoricamente) possível caso conseguíssemos andar para trás na dimensão temporal. Mas creio que o leitor se lembre do paradoxo abordado no filme De volta para o futuro: Se eu viajar para o passado e matar a minha mãe, eu não deveria continuar vivo, logo não poderia ter ido para o passado, pois nunca teria nascido; o filme não mostra exatamente essa situação, mas algo parecido.
Parece ser realmente impossível viajar no tempo. Mas, filosofando um pouco, imaginemos que o homem possa ir para o passado e ver que alguns mistérios da história do planeta Terra tenham certa relação com essa tecnologia. Como assim? Eu explico.
Muitos já devem ter ouvido as lendas de Atlântida, a civilização perdida. Muitos historiadores dedicam boa parte de seu tempo atrás de evidências da existência dessas terras. Uma lenda criada dizia que a civilização tinha a fonte da juventude, o que levaria pessoas a viverem longos anos, situação não esperada há tanto tempo atrás. Mas, ultimamente, a medicina vem afirmando que as gerações de 2000 em diante já podem viver aproximadamente 150 anos. Agora é só juntar as duas possibilidades. Daqui a 10 ou 20 décadas, qual será a nossa perspectiva de vida?
Imagine que alcancemos a capacidade de viver mais de 200 anos e criemos tecnologia para viajar no tempo. Voltando aproximadamente 12 mil anos, encontraríamos terras virgens no nosso planeta e poderíamos fundar uma sociedade perfeita, com tecnologia de ponta e alta capacidade de desenvolvimento. Essa sociedade é chocante perto das outras que mal desenvolveram suas primeiras formas de comunicação e tem expectativa de vida em torno dos quarenta anos ou menos. As civilizações mais atrasadas não interagem com esses ETs, afinal, o que poderiam conseguir se não possuem veículos para se locomover a grandes distâncias, linguagem para se comunicar e nem armas para atacar?
Eu, particularmente, não acredito na possibilidade de se viajar no tempo, mas há grupos de cientistas trabalhando fortemente em cálculos com esse objetivo. Não sabemos se é possível, mas esse assunto especulativo vem gerando, paralelamente, conhecimentos profundos sobre o universo em que vivemos. É comum, na ciência, encontrarmos respostas para problemas que não estamos pesquisando. Então, o que será que vem por aí?

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