quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Glândula Pineal

Ilustração da glândula pineal (http://www.erraticario.com)


No século XVII, René Descartes (filósofo, físico e matemático francês) dizia que a glândula pineal seria o ponto de união entre corpo e alma. Ainda hoje, há muito mistério quanto às suas funções. Sérgio Filipe de Oliveira, médico licenciado pela USP, estuda a glândula pineal. Ele acredita ser uma espécie de fonte de comunicação entre o plano carnal e o espiritual. O órgão interagiria através de ondas eletromagnéticas que se propagam nas outras dimensões postuladas pela teoria de cordas. Ou seja, a glândula pineal pode ser fonte de uma grande quantidade de informação que nós nem imaginamos.
O nosso cérebro é realmente intrigante. Não sabemos o que comanda os impulsos cerebrais, nem como funciona a memória ou qual a forma física da informação contida nela. Sabemos apenas as áreas cerebrais envolvidas nos processos nervosos e como se comunicam. Mas, se pensarmos no argumento espiritual de que a nossa mente é uma conexão com um plano superior e que não somos apenas uma anomalia que responde às interações físicas das partículas, podemos considerar a alma humana como sendo fonte dos pensamentos.

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Agora, vamos relacionar o nosso cérebro com a relatividade. Estamos na mesma situação com relação às viagens no tempo. Não sabemos se é possível e nem como fazê-las. A dimensão temporal nos parece inalcançável. Conseguimos distorcê-la a altas velocidades e com grande quantidade de energia, mas nunca invertê-la como fazemos com o espaço. Parece que a dimensão temporal só pode ser trafegada por partículas subatômicas e sistemas quânticos ou relativísticos. O mundo subatômico também é intrigante, mas, nesse caso, forma uma leve relação com os processamentos cerebrais.
A comunicação entre as regiões do nosso cérebro são feitas a partir de ondas eletromagnéticas e neurotransmissores. Os neurotransmissores são pequenas moléculas de substâncias químicas, fazem parte do mundo quântico da mesma forma que as ondas de comunicação cerebral. Cada partícula de um sistema quântico tem sua função de onda associada, que determina a sua evolução no tempo e no espaço. Essa evolução depende de uma variável complexa temporal, que faz com que partículas viagem no tempo à vontade, fugindo do senso comum.
Supondo então que toda a nossa energia esteja miniaturizada nesse pequeno órgão do cérebro que é a glândula pineal e lembrando que energia é equivalente a massa, segundo a equação de Einstein (E=mc²), este seria um sistema quântico relativístico, pois estamos falando de muita energia e volumes pequenos. Ou seja, talvez a nossa memória seja a nossa forma de viajar no tempo.
Viajar no tempo, alterar o passado, explorar novas áreas do universo e conhecer a nossa história são estímulos para nós. Mas, talvez, ir para o passado ou para o futuro esteja apenas relacionado com a nossa memória (o que não nos permite mudar o que já aconteceu) e com a intuição. A função de onda seria uma ótima explicação para as previsões do futuro (mero cálculo de probabilidade) e um acesso ao nosso passado (rever uma função de onda que já colapsou).

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