Pouca informação nos
é dada, hoje, sobre os avanços científicos. As escolas e faculdades de
tecnologia abordam a parte mais primitiva da ciência e deixam as novas
descobertas para mestres e doutores. Mas, como em toda área há pessoas que pensam
no mundo como um organismo, cientistas renomados escrevem livros falando sobre
esses avanços e suas implicações. Alguns se arriscam até a opinar sobre alguns
temas ainda não concluídos.
Um dos melhores
livros que li até agora foi A realidade
oculta do físico Brian Greene. O tema principal é o significado da
realidade para a física, mas como o assunto ainda está dando seus primeiros
passos, a quantidade de possibilidades é absurdamente grande. Com pouca coisa
definida sobre a realidade, Greene mostra a opinião de físicos (baseado em suas
declarações e publicações) e também seu próprio ponto de vista sobre alguns
posicionamentos possíveis.
O que mais me chama
atenção é a parte histórica da física que expõe como algumas decisões foram
tomadas e como alguns grupos de cientistas e filósofos defenderam suas
opiniões. É uma divulgação de extrema importância.
O livro fala das
teorias dos múltiplos universos da física. Para quem não tem familiaridade com
o assunto, aqui vai um exemplo dentre as inúmeras teorias do multiverso.
Há certo tempo, na
física, apareceram ideias de que o nosso universo não é o único existente. Ao
observarem dados astronômicos, os cientistas perceberam que há espaço para
muitos universos além de nossas fronteiras visíveis. Esses dados incluem as
radiações de fundo (micro-ondas de temperatura próxima a 2,7 K) que apresentam
uma tendência à expansão infinita do universo. Ora, sendo o universo infinito,
as possibilidades passam a se repetir em algum momento. É como jogar um dado e
desejar que apareça o número dois. Basta jogar o dado certa quantidade de vezes
e a probabilidade de aparecer o que queremos tende a 100%. Mas, discutir a
possibilidade de múltiplos universos não é o meu foco.
Em toda a história da
ciência nos deparamos com situações onde há mais de uma solução possível para
um problema. Quando esses momentos chegam, há discussões quentes no mundo
científico. É notável a briga comprada pelos céticos, que muitas vezes se
voltam contra os avanços para poderem manter velhos padrões ultrapassados.
A maioria dessas
situações acontece quando algum ponto da física tende para um lado menos
materialista. É incrível ver a quantidade de vezes que a física chegou perto de
estudar a espiritualidade, a telepatia e outros assuntos que são considerados
místicos e, geralmente, ignorados pela maioria dos físicos. Em muitos momentos
vemos o desespero dos céticos que chegam a desenvolver teorias mirabolantes
para distanciar os estudos de alguma força superior à matéria.
Às vezes penso que
essas discussões são pouco divulgadas para manter a força de movimentos primitivos
como o ateísmo. Nem sempre é o templo religioso o culpado pela desinformação.
Muitas vezes, a própria comunidade científica espalha a ignorância pelo mundo.
É importante deixar
claro que não estou contrariando a veracidade da ciência, afinal, nada é tomado
como verdade se não for devidamente comprovado. Portanto, vale uma crítica aos
fantasiosos que também contestam a nova ciência para manter seus velhos
princípios. Meu objetivo é divulgar um pouco do que se passa nos meios menos
conhecidos para que as discussões filosóficas sejam fortificadas e valorizadas
entre todos os cidadãos.
NÃO EXISTE, hoje, uma
teoria bem fundamentada sobre a natureza da vida. A física, a química, a
biologia e a sociologia colapsam sempre que tentam entrar mais profundamente na
individualidade do ser humano. Faltam ideias no mundo científico. Como disse John
Hagelin, “não cometam o erro de achar que
a comunidade científica é científica”.
Os cientistas não nos
levam para caminhos errados, mas, quando ignoram alguns estudos para manter seu
ceticismo, atrasam a evolução de todo um conjunto. Todas as teorias ignoradas
acabam sendo recuperadas e, em algum momento, tomadas como verdade. Foi assim
com Einstein, Schrödinger, Plank, Maxwell, Kepler e muitos outros. Portanto,
deixo minha crítica aos desinteressados. Quem não conhece, não pode contestar.
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