quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Realidade Oculta



Pouca informação nos é dada, hoje, sobre os avanços científicos. As escolas e faculdades de tecnologia abordam a parte mais primitiva da ciência e deixam as novas descobertas para mestres e doutores. Mas, como em toda área há pessoas que pensam no mundo como um organismo, cientistas renomados escrevem livros falando sobre esses avanços e suas implicações. Alguns se arriscam até a opinar sobre alguns temas ainda não concluídos.
Um dos melhores livros que li até agora foi A realidade oculta do físico Brian Greene. O tema principal é o significado da realidade para a física, mas como o assunto ainda está dando seus primeiros passos, a quantidade de possibilidades é absurdamente grande. Com pouca coisa definida sobre a realidade, Greene mostra a opinião de físicos (baseado em suas declarações e publicações) e também seu próprio ponto de vista sobre alguns posicionamentos possíveis.
O que mais me chama atenção é a parte histórica da física que expõe como algumas decisões foram tomadas e como alguns grupos de cientistas e filósofos defenderam suas opiniões. É uma divulgação de extrema importância.
O livro fala das teorias dos múltiplos universos da física. Para quem não tem familiaridade com o assunto, aqui vai um exemplo dentre as inúmeras teorias do multiverso.



Há certo tempo, na física, apareceram ideias de que o nosso universo não é o único existente. Ao observarem dados astronômicos, os cientistas perceberam que há espaço para muitos universos além de nossas fronteiras visíveis. Esses dados incluem as radiações de fundo (micro-ondas de temperatura próxima a 2,7 K) que apresentam uma tendência à expansão infinita do universo. Ora, sendo o universo infinito, as possibilidades passam a se repetir em algum momento. É como jogar um dado e desejar que apareça o número dois. Basta jogar o dado certa quantidade de vezes e a probabilidade de aparecer o que queremos tende a 100%. Mas, discutir a possibilidade de múltiplos universos não é o meu foco.
Em toda a história da ciência nos deparamos com situações onde há mais de uma solução possível para um problema. Quando esses momentos chegam, há discussões quentes no mundo científico. É notável a briga comprada pelos céticos, que muitas vezes se voltam contra os avanços para poderem manter velhos padrões ultrapassados.
A maioria dessas situações acontece quando algum ponto da física tende para um lado menos materialista. É incrível ver a quantidade de vezes que a física chegou perto de estudar a espiritualidade, a telepatia e outros assuntos que são considerados místicos e, geralmente, ignorados pela maioria dos físicos. Em muitos momentos vemos o desespero dos céticos que chegam a desenvolver teorias mirabolantes para distanciar os estudos de alguma força superior à matéria.
Às vezes penso que essas discussões são pouco divulgadas para manter a força de movimentos primitivos como o ateísmo. Nem sempre é o templo religioso o culpado pela desinformação. Muitas vezes, a própria comunidade científica espalha a ignorância pelo mundo.
É importante deixar claro que não estou contrariando a veracidade da ciência, afinal, nada é tomado como verdade se não for devidamente comprovado. Portanto, vale uma crítica aos fantasiosos que também contestam a nova ciência para manter seus velhos princípios. Meu objetivo é divulgar um pouco do que se passa nos meios menos conhecidos para que as discussões filosóficas sejam fortificadas e valorizadas entre todos os cidadãos.
NÃO EXISTE, hoje, uma teoria bem fundamentada sobre a natureza da vida. A física, a química, a biologia e a sociologia colapsam sempre que tentam entrar mais profundamente na individualidade do ser humano. Faltam ideias no mundo científico. Como disse John Hagelin, “não cometam o erro de achar que a comunidade científica é científica”.
Os cientistas não nos levam para caminhos errados, mas, quando ignoram alguns estudos para manter seu ceticismo, atrasam a evolução de todo um conjunto. Todas as teorias ignoradas acabam sendo recuperadas e, em algum momento, tomadas como verdade. Foi assim com Einstein, Schrödinger, Plank, Maxwell, Kepler e muitos outros. Portanto, deixo minha crítica aos desinteressados. Quem não conhece, não pode contestar.

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