Quando
ouvimos a palavra filosofia, lembramos de frases famosas como “só sei que nada
sei”, “penso, logo existo” ou perguntas inquietantes: “de onde viemos?”, “para onde
vamos”, “quem somos nós?”
Nos
primeiros milênios da existência da raça humana, não havia fala nem qualquer
sinal de desenvolvimento intelectual, porém, com o passar do tempo, a
capacidade de raciocínio do homem fez com que ele organizasse “micro sociedades”.
Disso, surgiu um conhecimento da natureza e novas tarefas passaram a ocupar a
mente destes quase seres sociais.
Começaram
a ter tempo para pensar e é inevitável pensar em como as coisas funcionam ou
como o mundo funciona. E, com o passar do tempo, apareceram os já citados
questionamentos sobre as origens da humanidade e do universo. O homem, agora,
tem respeito pelo raciocínio e pelo saber, mas vamos avançar alguns mil anos.
Segundo
milênio depois de cristo: A física Newtoniana formula matematicamente o
movimento dos corpos na Terra e no universo. Graças a Newton, Kepler, Galileu e
outros a ciência começou a evoluir, deixando ainda algumas questões para a
filosofia e um espaço para as divindades. Rapidamente, surgem regras de
comportamento do calor, da temperatura, da luz, dos fluidos e das ondas
mecânicas. Pouco tempo depois cientistas renomados, como Maxwell, Faraday e
Tesla, com novos pensamentos, nos dão a luz do eletromagnetismo e do
comportamento ondulatório da luz e, como consequência, a sociedade entra na era
industrial. Temos agora a filosofia e as religiões indo contra a ciência e
questionando a lógica cartesiana, os métodos de pesquisa e a veracidade dos
fatos.
Parou
para pensar? Quando foi que a filosofia parou de estudar o funcionamento do
mundo? E a física, que surgiu da filosofia, por que não se preocupa mais com a
mente? Nesta época a comunidade científica passou a estudar as situações de
forma direta, quadrada e esqueceu de todo e qualquer efeito “não newtoniano”.
Não existe mais espaço para o que não é “visível” nem para qualquer
comportamento inteligente que não seja o do homem.
A
biologia já não consegue mais desvendar os mistérios do cérebro humano. A
física não consegue precisão em muitas observações. A filosofia te ensina a
viver no passado e não utilizar novas tecnologias para auxiliar no pensamento.
Mas, a natureza não deixou a sociedade estagnar e, em 1879, nasceu um homem
simples, mas apaixonado por tudo que desafia a mente: Albert Einstein.
Em
1900, Lorde Kelvin diz: “Não há nada de novo a ser descoberto na física,
atualmente.” Em 1905, duas surpresas: o quantum de luz e a teoria da
relatividade – a segunda, formulada por Einstein.
Essas
duas descobertas da física foram feitas a partir da análise de campos de força,
do efeito fotoelétrico e da radiação de corpo negro.
Antes
que você se pergunte: Não, não são apenas mais duas simples descobertas da
física. Essas duas observações trouxeram para nós duas novas áreas da ciência:
A mecânica quântica e a relatividade. Essa nova física traz implicações muito
menos mecânicas do que as que estávamos acostumados. O desenvolvimento das
teorias quântica e relativística só foi possível graças a homens de mente menos
fechada. Você consegue imaginar um físico dizendo: “o tempo não é absoluto, depende
da velocidade e não é infinito”, “massa e energia vivem em constante troca e
equilíbrio e, na verdade, são a mesma coisa”, “as partículas se comportam de
forma diferente quando olhamos para elas”?
Para
chegarmos a essas descobertas, tivemos que analisar expressões matemáticas de
maneira menos determinista. Os cientistas tiveram que aceitar de volta o
pensamento filosófico, pois ciência e filosofia andam juntas. Precisamos,
agora, de mais físicos filósofos, mais biólogos filósofos, mas químicos filósofos.
Ciência sem filosofia não encontra grandes significados e filosofia sem ciência
não evolui.
Os
novos desafios da comunidade científica já estão em estudo, mas ainda longe de
qualquer solução. É necessário procurar o porquê do funcionamento do cérebro e
não só entender como ele funciona. Precisamos descobrir o que é o pensamento, o
que é a informação e o que está por trás das nossas predisposições. De onde vem
a inteligência do elétron, como ele faz para saber que tem obstáculos a sua
frente e que está na hora de se comportar como onda. O acaso já foi
praticamente banido da física moderna. O que falta agora é uma evolução
filosófica da ciência para encontrarmos melhores soluções para os enigmas do
universo.
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