quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Nova Ciência


Filosofia, amor à sabedoria, amor ao mais profundo desejo do ser humano: o conhecimento.
Quando ouvimos a palavra filosofia, lembramos de frases famosas como “só sei que nada sei”, “penso, logo existo” ou perguntas inquietantes: “de onde viemos?”, “para onde vamos”, “quem somos nós?”
Nos primeiros milênios da existência da raça humana, não havia fala nem qualquer sinal de desenvolvimento intelectual, porém, com o passar do tempo, a capacidade de raciocínio do homem fez com que ele organizasse “micro sociedades”. Disso, surgiu um conhecimento da natureza e novas tarefas passaram a ocupar a mente destes quase seres sociais.
Começaram a ter tempo para pensar e é inevitável pensar em como as coisas funcionam ou como o mundo funciona. E, com o passar do tempo, apareceram os já citados questionamentos sobre as origens da humanidade e do universo. O homem, agora, tem respeito pelo raciocínio e pelo saber, mas vamos avançar alguns mil anos.
Segundo milênio depois de cristo: A física Newtoniana formula matematicamente o movimento dos corpos na Terra e no universo. Graças a Newton, Kepler, Galileu e outros a ciência começou a evoluir, deixando ainda algumas questões para a filosofia e um espaço para as divindades. Rapidamente, surgem regras de comportamento do calor, da temperatura, da luz, dos fluidos e das ondas mecânicas. Pouco tempo depois cientistas renomados, como Maxwell, Faraday e Tesla, com novos pensamentos, nos dão a luz do eletromagnetismo e do comportamento ondulatório da luz e, como consequência, a sociedade entra na era industrial. Temos agora a filosofia e as religiões indo contra a ciência e questionando a lógica cartesiana, os métodos de pesquisa e a veracidade dos fatos.
Parou para pensar? Quando foi que a filosofia parou de estudar o funcionamento do mundo? E a física, que surgiu da filosofia, por que não se preocupa mais com a mente? Nesta época a comunidade científica passou a estudar as situações de forma direta, quadrada e esqueceu de todo e qualquer efeito “não newtoniano”. Não existe mais espaço para o que não é “visível” nem para qualquer comportamento inteligente que não seja o do homem.
A biologia já não consegue mais desvendar os mistérios do cérebro humano. A física não consegue precisão em muitas observações. A filosofia te ensina a viver no passado e não utilizar novas tecnologias para auxiliar no pensamento. Mas, a natureza não deixou a sociedade estagnar e, em 1879, nasceu um homem simples, mas apaixonado por tudo que desafia a mente: Albert Einstein.
Em 1900, Lorde Kelvin diz: “Não há nada de novo a ser descoberto na física, atualmente.” Em 1905, duas surpresas: o quantum de luz e a teoria da relatividade – a segunda, formulada por Einstein.
Essas duas descobertas da física foram feitas a partir da análise de campos de força, do efeito fotoelétrico e da radiação de corpo negro.
Antes que você se pergunte: Não, não são apenas mais duas simples descobertas da física. Essas duas observações trouxeram para nós duas novas áreas da ciência: A mecânica quântica e a relatividade. Essa nova física traz implicações muito menos mecânicas do que as que estávamos acostumados. O desenvolvimento das teorias quântica e relativística só foi possível graças a homens de mente menos fechada. Você consegue imaginar um físico dizendo: “o tempo não é absoluto, depende da velocidade e não é infinito”, “massa e energia vivem em constante troca e equilíbrio e, na verdade, são a mesma coisa”, “as partículas se comportam de forma diferente quando olhamos para elas”?
Para chegarmos a essas descobertas, tivemos que analisar expressões matemáticas de maneira menos determinista. Os cientistas tiveram que aceitar de volta o pensamento filosófico, pois ciência e filosofia andam juntas. Precisamos, agora, de mais físicos filósofos, mais biólogos filósofos, mas químicos filósofos. Ciência sem filosofia não encontra grandes significados e filosofia sem ciência não evolui.
Os novos desafios da comunidade científica já estão em estudo, mas ainda longe de qualquer solução. É necessário procurar o porquê do funcionamento do cérebro e não só entender como ele funciona. Precisamos descobrir o que é o pensamento, o que é a informação e o que está por trás das nossas predisposições. De onde vem a inteligência do elétron, como ele faz para saber que tem obstáculos a sua frente e que está na hora de se comportar como onda. O acaso já foi praticamente banido da física moderna. O que falta agora é uma evolução filosófica da ciência para encontrarmos melhores soluções para os enigmas do universo.

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